quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Nunca houve um passado, beibe, nem que quando eu jurava que o que eu estava vivendo era real. Nada. Alicercei essa história maluca no nada, e no nada ela se apoiou enquanto foi possível.
Hoje eu mal me lembro das suas belas mãos, do seu nariz (ah, o seu nariz), da sua gargalhada, quando você fechava (fecha ainda?) os olhos, jogava a cabeça para trás e me fazia estremecer.
Eu queria fazer você rir, eu queria fazer você sonhar, eu queria. Eu quero.
Mas daí, abençoada por essa nominável necessidade de sobreviver, calço meus tênis verdes, compro ração para os peixes, pago a conta da tevê a cabo e quase me esqueço do que quero, do que quis. E desse passado todo, que nunca existiu e que ocupa tanto espaço no meu carro.

Jantei bolachinhas barulhentas barradas de requeijão e tédio, lendo suas palavras, as reais e as imaginárias.
Não doeu, mas, sei lá, tem tanta coisa que não dói e mesmo assim mata, né não?

Um comentário:

Rogério P C do Nascimento, PhD disse...

oi.. vim seguindo o vento.. talvez o mesmo vento que moveu a borboleta, que inspirou a teoria, que elucidou o realizador e cuminou no filme Babel, do qual um macaco cego falou em seu blog, no qual voce deixou um post, onde ficou registrada sua foto e um nano da sua personalidade nas poucas letras rascunhadas..

chego aqui e me deparo com a artista que nasceu da fuga ao médico ;) a poeta, ou poetisa, ou seria filósofa ciberdélica? nao sei, soh sei que me cativou.. especificamente este teu post trouxe-me boas lembranças de encontros e desencontros recentes..

sigo meu caminho no mesmo vento, mas deixo aqui o registro da minha passagem..

bons caminhos!

R