Um sorriso que embaraça as horas e eu penso como é possível amar tanto. Amar sem início, poça d’água, corais e vento, amor que não cabe no tempo, que inventa os dias e atravessa noites dentro do peito em rumor e memória. Ensina meus olhos a cantar cada regresso teu e é de prata que se cobre a cama onde nos deitamos, onde de mim fazes pássaro, torrente, alga, amplitude e pões um sol a arder em minha carne, teu nome em meus lábios, a secreta indecência mais bonita das jóias que achamos um no outro.
triccia
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